Abstract
O grau e o perfil de especialização tecnológica das organizações acadêmicas no Brasil, Portugal e EUA são analisados e comparados com os de seus países com base nas famílias de patentes entre 1999 e 2015, por meio de um conjunto de indicadores de desempenho e estrutura adequados. A produtividade aparente das organizações acadêmicas brasileiras em relação ao PIB é convergente com a dos EUA, mas em relação à população não é. Embora Portugal e o Brasil tenham dimensões econômicas e populacionais muito menores que os EUA, as respectivas universidades têm uma maior diversidade de campos tecnológicos que as universidades americanas. Nos últimos anos, as universidades mantiveram a tendência de se especializar em um número cada vez mais restrito de campos tecnológicos, principalmente em biotecnologia e produtos farmacêuticos e nos setores de química e instrumentos. Porém, as distâncias tecnológicas das universidades em relação aos seus países aumentaram nos últimos anos, e as organizações acadêmicas no Brasil e em Portugal, em comparação com os próprios países, convergiram para distâncias semelhantes às dos EUA.
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Pires, E. A., Quintella, C. M., & Godinho, M. M. (2023). PATENTES ACADÊMICAS NO BRASIL. OBSERVATÓRIO DE LA ECONOMÍA LATINOAMERICANA, 21(7), 5981–6015. https://doi.org/10.55905/oelv21n7-010
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