Abstract
O presente artigo tem como objetivo apresentar um debate acerca da questão diagnóstica do autismo e sua implicação na suposta epidemia de autismo, sendo esta a consequência principal da compreensão do autismo enquanto deficiência a partir de perspectivas normativas como o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais, o DSM. Colocamos em destaque a questão diagnóstica do autismo pois esta nos permite lançar algumas luzes sobre um debate que ultrapassa o meio acadêmico e atinge a população em geral por meio da mídia contemporânea. Buscamos apresentar como os dispositivos midiáticos abordam e transmitem a questão do autismo bem como o autismo aparece nas narrativas acadêmicas dando sustentação aos dispositivos midiáticos. Para isso, tivemos como orientação a teoria psicanalítica que se apresenta em uma direção distinta da noção deficitária do autismo, ou seja, levamos em conta os aspectos ético e epistêmico da Psicanálise, que busca trabalhar com a singularidade em lugar da deficiência. Assim, buscamos responder uma pergunta que se faz importante e merece destaque para o debate: o autismo é uma questão clínica ou uma categoria diagnóstica?
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Bracks, M., & Calazans, R. (2018). A questão diagnóstica e sua implicação na epidemia autística. Revista Tempo Psicanalítico, 50(2), 51–76. https://doi.org/10.71101/rtp.50.409
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