Bronquiolite Viral Aguda: Um Panorama Completo da Definição, Epidemiologia, Fisiopatologia, Sintomas, Tratamento e Desfecho

  • Alves de Andrade N
  • Oliveira A
  • Fortunato de Oliveira A
  • et al.
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Abstract

Introdução:  A Bronquiolite Viral Aguda (BVA) é uma infecção respiratória viral comum na infância, afetando principalmente lactentes menores de 2 anos. Causada majoritariamente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em até 90% dos casos, a BVA resulta em inflamação e obstrução das vias aéreas menores, manifestando-se por tosse, sibilância e dificuldade respiratória. A doença é especialmente perigosa para prematuros, crianças com doenças cardíacas congênitas ou imunodeficiências, com até 30% necessitando de hospitalização, impactando significativamente os sistemas de saúde e a qualidade de vida das famílias. Método: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura em junho de 2024, utilizando bases de dados como PubMed/Medline e SciELO. Os descritores "bronquiolite", "infecção respiratória", "vírus" e "lactente" foram combinados com operadores booleanos "AND" e "OR". Critérios de inclusão envolveram pesquisas de 2004 a 2024, nos idiomas inglês, português e espanhol. Excluíram-se relatos de caso, artigos duplicados ou não pertinentes. Foram analisados 18 artigos científicos e capítulos do "Tratado de Pediatria" da Sociedade Brasileira de Pediatria (2017). Resultados: A bronquiolite é definida como inflamação dos bronquíolos, com diretrizes variando entre a Academia Americana de Pediatria e as europeias. Afeta mais de um terço das crianças nos primeiros dois anos de vida, com até 10% hospitalizadas. O VSR é responsável por até 75% dos casos, seguido por rinovírus e outros vírus respiratórios. A bronquiolite exibe sazonalidade, com fatores de risco como idade menor de 6 semanas, prematuridade, imunodeficiência e cardiopatia congênita. Caracteriza-se por inflamação, aumento de muco, necrose e edema das vias aéreas. O VSR, transmitido por inalação de partículas infectadas, provoca necrose epitelial e obstrução das vias aéreas, levando a hiperinsuflação e atelectasia. Estudos sugerem associação entre infecção por VSR e aumento da incidência de asma em anos posteriores.Inicia-se com sintomas de infecção das vias aéreas superiores, evoluindo para dificuldade respiratória, sibilos, taquicardia e taquipneia. Casos graves necessitam de hospitalização. Diagnóstico diferencial é essencial, diferenciando-se de asma, pneumonia bacteriana e outras condições. O tratamento é predominantemente de suporte, com hidratação e monitoramento dos sinais de alerta. Em 2013, o uso do anticorpo monoclonal palivizumabe foi aprovado para profilaxia em grupos de risco. A solução salina hipertônica por nebulização mostrou eficácia em casos leves a moderados. O uso indiscriminado de corticóides e broncodilatadores não é recomendado. Conclusão: A BVA é uma condição prevalente e significativa para internações pediátricas, com o VSR como principal agente etiológico. O tratamento é majoritariamente de suporte, com profilaxia específica para grupos de risco. A revisão destaca a importância de abordagens clínicas adequadas e prevenção para manejo eficaz da BVA.

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Alves de Andrade, N. G., Oliveira, A. C., Fortunato de Oliveira, A. L., Avlis Ferraz, B., Ferreira Pinheiro, E. A., Corrêa Damacena, E., … Ferreira Silva, T. (2024). Bronquiolite Viral Aguda: Um Panorama Completo da Definição, Epidemiologia, Fisiopatologia, Sintomas, Tratamento e Desfecho. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(7), 2430–2442. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n7p2430-2442

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