Abstract
INTRODUÇÃO: O cuidado parental de uma criança ou adolescente em tratamento antineoplásico expõe os pais ou responsáveis a maiores responsabilidades exigidas por este. Essas alterações afetam as relações familiares, da vida pessoal, do trabalho e até mesmo na própria relação de pais e filhos. OBJETIVOS: Descrever o perfil e a participação do acompanhante de crianças e adolescentes com câncer em uma casa de apoio. MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal com abordagem quanti/qualitativa do tipo descritivo. Foram incluídos no estudo acompanhantes de ambos os sexos, com idade superior a 18 (dezoito) anos e excluídos os acompanhantes que demonstraram apresentar algum déficit cognitivo, de linguagem e/ou dificuldade de compreensão. A coleta de dados foi realizada através do uso de um questionário com os acompanhantes no período de Outubro de 2019 a Janeiro de 2020. RESULTADOS: A amostra do estudo foi constituída por 12 acompanhantes, sendo 11 do sexo feminino, idade média de 36,33 ±: 24,95 anos, dos quais 8 (67%) eram solteiros, relataram serem os pais das crianças/adolescentes, possuírem outros filhos e pelo menos um destes residirem com eles, a maioria deles 25% possuem mais de 3 filhos, 17% possuem 2 filhos e 8% apenas 1 filho. CONCLUSÃO: Com a necessidade de deixar o emprego para cuidar da criança a maioria dos acompanhantes não desempenham nenhum tipo de ocupação. Como residem distante da unidade de atendimento, a oportunidade de permanecer numa casa de apoio facilita o acesso ao tratamento.
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Bruno Bulcão, H. F., Matos de Alcântara, J., Matos Rebouças Mota, L., De Oliveira Barbosa, L., & Correia da Silva Ferraz, P. (2021). Perfil do acompanhante durante o adoecimento de crianças e adolescentes com câncer. Revista Psicologia, Diversidade e Saúde, 10(3), 370–380. https://doi.org/10.17267/2317-3394rpds.v10i3.3650
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