Ser pai: Transformações intergeracionais na paternidade

  • Sugurado Falé Balancho L
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O estudo psicológico da paternidade e dos seus impactos em pais e filhos ganhou uma incidência internacional crescente desde os anos setenta. A concepção de mudança associada à forma de concretizar a paternidade nas últimas gerações tem sido polémica, com estudos demonstrando mudanças nalgumas das dimensões da relação pai-filhos, e outros indiciando que os novos formatos de família, muito em particular a separação e divórcio, e o excesso de horas laborais, vieram afastar o pai – mais do que aproximar – da educação dos filhos.Perante a ausência, em Portugal, de investigações neste domínio, o estudo aqui apresentado, realizado com uma amostra de pais, avós e filhos, foi avaliar a eventual transformação das percepções subjectivas relativas ao papel do pai no decurso de três gerações. As conclusões vão no sentido de estarmos perante um conjunto de percepções que apontam para a concepção de um pai renovado, indiciando uma base estrutural cognitiva que venha a poder ser suporte de novas expectativas e práticas na relação do pai com a prole.

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Sugurado Falé Balancho, L. (2012). Ser pai: Transformações intergeracionais na paternidade. Análise Psicológica, 22(2), 377–386. https://doi.org/10.14417/ap.198

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