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Fabrício Camargo

  • Federal University of Goias - Samambaia Campus

    About

    Bochincho A um bochincho - certa feita, Fui chegando - de curioso, Que o vicio - é que nem sarnoso, nunca pára - nem se ajeita. Baile de gente direita Vi, de pronto, que não era, Na noite de primavera Gaguejava a voz dum tango E eu sou louco por fandango Que nem pinto por quirera. Atei meu baio - longito, Num galho de guamirim, Desde guri fui assim, Não brinco nem facilito. Em bruxas não acredito 'Pero que las, las hay', Sou da costa do Uruguai, Meu velho pago querido E por andar desprevenido Há tanto guri sem pai. No rancho de santa-fé, De pau-a-pique barreado, Num trancão de convidado Me entreverei no banzé. Chinaredo à bola-pé, No ambiente fumacento, Um candieiro, bem no centro, Num lusco-fusco de aurora, Pra quem chegava de fora Pouco enxergava de dentro! Dei de mão numa tiangaça Que me cruzou no costado E já sai entreverado Entre a poeira e a fumaça, Oigalé china lindaça, Morena de toda a crina, Dessas da venta brasina, Com cheiro de lechiguana Que quando ergue uma pestana Até a noite se ilumina. Misto de diaba e de santa, E com ares de quem é dona E um gosto de temporona Que traz água na garganta. Eu me grudei na percanta O mesmo que um carrapato E o gaiteiro era um mulato Que até dormindo tocava E a gaita choramingava Como namoro de gato! A gaita velha gemia, Ás vezes quase parava, De repente se acordava E num vanerão se perdia E eu - contra a pele macia Daquele corpo moreno, Sentia o mundo pequeno, Bombeando cheio de enlevo Dois olhos - flores de trevo Com respingos de sereno! Mas o que é bom se termina Cumpriu-se o velho ditado, Eu que dançava, embalado, Nos braços doces da china Escutei - de relancina, Uma espécie de relincho, Era o dono do bochincho, Meio oitavado num canto, Que me olhava - com espanto, Mais sério do que um capincho! E foi ele que se veio, Pois se era dele a pinguancha, Bufando e abrindo cancha Como dono de rodeio. Quis me partir pelo meio Num talonaço de adaga Que - se me pega - me estraga, Chegou levantar um cisco, Mas não é a toa - chovisco! Que sou de São Luiz Gonzaga! Meio na curva do braço Consegui tirar o talho E quase que me atrapalho Porque havia pouco espaço, Mas senti o calor do aço E o calor do aço arde, Me levantei - sem alarde, Por causa do desaforo E soltei meu marca touro Num medonho buenas-tarde! Tenho visto coisa feia, Tenho visto judiaria, Mas hoje ainda me arrepia Lembrando aquela peleia, Talvez quem ouça - não creia, Mas vi nascer no pescoço, Do índio do berro grosso Como uma cinta vermelha E desde o beiço até a orelha Ficou relampeando o osso! Jayme Caetano Braun --------------------------------------------- "Deyr fé, deyja frændr, deyr sjálfr et sama; ek veit einn, at aldri deyr: dómr of dauðan hvern." "Cattle die, kinsmen die the self must also die; I know one thing which never dies: the reputation of each dead man." Gestaþáttr, stanzas 77 --------------------------------------------- "गणानां तवा गणपतिं हवामहे कविं कवीनामुपमश्रवस्तमम | जयेष्ठराजं बरह्मणां बरह्मणस पत आ नः षर्ण्वन्नूतिभिः सीद सादनम | ghaṇānāṃ tvā ghaṇapatiṃ havāmahe kaviṃ kavīnāmupamaśravastamam | jyeṣṭharājaṃ brahmaṇāṃ brahmaṇas pata ā naḥ ṣṛṇvannūtibhiḥ sīda sādanam ||" RigVeda - ऋग्वेद - 2.23.1 ---------------------------------------------

    Professional experience

    Professor

    Secretaria de Educação do Estado de Goiás

    March 2007 - December 2007(9 months)

    Education history

    UFG