Políticas e Práticas de Flexibilização para o Trabalho e seus Impactos na Percepção dos Empregados sobre Equilíbrio entre Vida e Trabalho e Crescimento Profissional

  • Dutra J
  • Silva R
  • Santos A
 et al. 
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Abstract

Nas últimas décadas as organizações vêm sentindo a necessidade de flexibilizar a sua gestão e o modo como o trabalho dos seus empregados é realizado para se adaptar ao ambiente globalizado e competitivo contemporâneo. A disseminação da tecnologia da informação permitiu a atuação com maior agilidade e mobilidade dos profissionais. A disponibilidade destas tecnologias e a necessidade de flexibilização de atuação das organizações, conciliada com as recentes demandas por maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional vem alterando a forma de organização do trabalho, fazendo com que as práticas de trabalho flexível, especificamente as práticas de flexibilidade para o trabalho, sejam cada vez mais adotadas pelas organizações. O objetivo deste artigo foi analisar as práticas de trabalho flexível, segundo a abordagem de Kelliher e Anderson, e o quanto estão internalizadas pelas organizações, também se verificou a percepção dos empregados que trabalham nas organizações que adotam ou não essa modalidade de trabalho. São analisadas, qualitativamente, o grau de internalização das práticas de flexibilidade descritas por 150 organizações e, quantitativamente, as respostas de 50.285 funcionários sobre equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e crescimento profissional, comparando as respostas das pessoas que atuam em organizações que possuem a prática de flexibilidade para o trabalho com as que não possuem tal prática. Os resultados encontrados indicam que a maioria das organizações que utilizam a prática de flexibilidade para o trabalho geralmente faz isto como forma de reduzir custos ou dar condições para que seus profissionais possam trabalhar em sua residência, no cliente, em deslocamento, ou até para ampliação da jornada de trabalho quando necessário. Para as organizações que não adotam essa prática, os motivos mais citados foram: a incompatibilidade com as necessidades do mercado onde atua e a natureza do negócio. A análise quantitativa mostra que as pessoas que atuam em organizações que possuem práticas de flexibilidade para o trabalho tendem a ter uma percepção mais negativa do equilíbrio entre vida pessoal e profissional quando comparadas com os profissionais que atuam em organizações que não possuem essas práticas. Além disso, foi possível verificar diferenças na percepção dos empregados quanto ao equilíbrio do tempo gasto com o trabalho na empresa e as suas necessidades pessoais, considerando diferentes características de perfil. Tendo em vista a escassez de literatura nacional sobre o tema, este estudo pode ser relevante para o encaminhamento de outras pesquisas e novas abordagens em relação ao trabalho flexível.

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Authors

  • Joel Souza Dutra

  • Rodrigo Cunha da Silva

  • André Laizo dos Santos

  • Elza Fátima Rosa Veloso

  • Joel Souza Dutra

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