Frankenstein, de Mary Shelley, e Drácula, de Bram Stoker: gênero e ciência na literatura

  • La Rocque L
  • Teixeira L
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Abstract

As obras literárias têm, através dos tempos, dado voz aos medos e esperanças gerados pelas descobertas científicas e retratado as imagens e mitos em torno da própria idéia de ciência. Diversos parâmetros podem contribuir para estas representações da ciência, como a cultura e a classe social na qual estão inseridos os autores das obras em questão. Não se pode negar, também, a influência do gênero, já que, pela dominação da ciência pela esfera masculina de ação, o fato de a obra ser de autoria feminina ou masculina pode determinar uma peculiar caracterização do mundo científico. Neste artigo, através de uma análise comparativa de duas importantes obras literárias do século XIX, Frankenstein, de Mary Shelley, e Drácula, de Bram Stoker, são colocadas em relevo questões relativas à visão de ciência e sua relação com o gênero. Enquanto Shelley, como mulher, afastada do mundo científico, descortina em Frankenstein toda sua desconfiança em relação ao mesmo, Stoker, protótipo do homem vitoriano, imprime em Drácula sua sólida confiança na ciência.Throughout the ages, literary works have expressed fears and expectations generated by scientific discoveries and have portrayed images and myths about science itself. Several parameters can contribute to these representations of science, including the culture and social class to which the authors of these works belong. We also cannot deny the influence of gender, as due to the fact that the male sphere of action dominates science, male or female authoring can determine a peculiar characterization of the scientific world. In the present work, through a comparative analysis of two important literary works from the 19th century, Frankenstein, by Mary Shelley, and Dracula, by Bram Stoker, the issues concerning the view of science and their relation to gender are highlighted. While Shelley, as a woman, apart from the scientific world, reveals in Frankenstein all her distrust about it, Stoker, the model of a Victorian man, expresses in Dracula his total trust in science.

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La Rocque, L. de, & Teixeira, L. A. (2001). Frankenstein, de Mary Shelley, e Drácula, de Bram Stoker: gênero e ciência na literatura. História, Ciências, Saúde-Manguinhos, 8(1), 11–34. https://doi.org/10.1590/s0104-59702001000200001

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