Identificando barreiras para aderência ao tratamento de hanseníase

  • Bakirtzief Z
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Abstract

Esta investigação visa a identificar alguns fatores associados à não-aderência ao tratamento poliquimioterápico da hanseníase. O trabalho utiliza o referencial teórico das representações sociais como base de sustentação metodológica da investigação. Foram entrevistados dois grupos de pacientes ambulatoriais em tratamento poliquimioterápico: "aderentes" e "não-aderentes" ao tratamento, provenientes de dois serviços de saúde distintos. Nas entrevistas, foi observada a presença de uma representação comum entre os discursos empregada como metáfora para explicar o tratamento: a figura de uma batalha em que o bacilo é retratado como uma ameaça, o doente como vítima, o medicamento como a principal arma de combate e os profissionais da saúde como os heróis ou santos. Foi observado também que o medicamento é representado por ambos os sujeitos como sendo algo ora benéfico ora maléfico ao bem-estar do paciente. Além disso, a relação médico-paciente parece representar um ponto importante, pois nota-se que a confiança depositada na capacidade do médico para solucionar o problema divide sujeitos "aderentes" dos "não-aderentes" entrevistados.This research project aimed at identifying some of the factors related to leprosy patient compliance with the multidrug treatment regimen. The methodological framework of the Social Representations Theory was used. Two groups of patients were interviewed: compliant and non-compliant with treatment and those coming from two different health services. We observed a common understanding about treatment in the various interviews, expressed as a metaphor to describe the treatment experience: the figure of a battle in which the bacillus is portrayed as a threat, the patient as a victim, the medication as a weapon and the health professional as a hero or saint. Still, the medication is represented as being both good and bad for the patient's well-being. Finally, quality of the physician-patient relationship appeared to be the main difference between the two groups of subjects studied.

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Bakirtzief, Z. (1996). Identificando barreiras para aderência ao tratamento de hanseníase. Cadernos de Saúde Pública, 12(4), 497–505. https://doi.org/10.1590/s0102-311x1996000400008

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