O avanço da pandemia provocada pela COVID-19, além de causar danos à saúde humana, também apresentou efeitos indiretos na qualidade do ar, apresentando melhorias significativas. A relação entre a transmissibilidade do vírus SARS-Cov-2 e a poluição do ar suscita a preocupação em estudar o impacto das medidas de proteção contra o avanço da doença na qualidade do ar. As coletas de material particulado (MP) foram realizadas em abril de 2020, período em que foram observadas medidas de restrição à circulação de veículos e sua relaxação, utilizando amostradores tipo ciclone de baixo volume para as frações MP1,0 e MP2,5. A quantificação do Black Carbon foi realizada por meio do reflectômetro (EEL 43M). As medidas adotadas para combater a COVID-19, por reduzirem fontes de emissão, contribuíram diretamente para a melhoria da qualidade do ar, resultando em uma diminuição na concentração de todos os analitos estudados neste trabalho. Houve uma variação na concentração de MP1,0 e MP2,5 de 31,5% e 27,4% respectivamente em MHL e 40,1% e 34,2% em TOU. As medidas adotadas para conter o avanço da COVID-19 contribuíram diretamente para a melhora na qualidade do ar.
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Mantovani, I. S., Pimenta, A. F., Bieleski, I. C., Beal, A., Martins, L. D., & Solci, M. C. (2021). O impacto de medidas restritivas devido à pandemia por COVID-19 nas concentrações de poluentes atmosféricos em cidade de médio porte. Conjecturas, 21(6), 54–69. https://doi.org/10.53660/conj-294-316