De maneira geral, o período posterior à Segunda Guerra Mundial é caracterizado como um momento de inflexão ou descontinuidade das teorias raciais e do debate sobre identidade racial, sobretudo quando nos referimos à história da eugenia. A partir da análise da obra do médico e eugenista Renato Kehl (1889-1974), o objetivo deste artigo é investigar as continuidades e descontinuidades do pensamento eugênico desse personagem, procurando compreender os sentidos que as ideias eugênicas ganharam no Pós-Segunda Guerra. A continuidade das publicações de Kehl sobre eugenia nas décadas de 1940 a 1960 permite observar o desenvolvimento desse debate em um contexto de contestação às teorias eugênicas.
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Carvalho, L. D. de, & Souza, V. S. de. (2017). Continuidades e rupturas na história da eugenia: uma análise a partir das publicações de Renato Kehl no Pós-Segunda Guerra Mundial. Perspectiva, 35(3), 887–910. https://doi.org/10.5007/2175-795x.2017v35n3p887