Febre pelo vírus Zika

  • Luz K
  • Santos G
  • Vieira R
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Abstract

Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, 24(4):785-788, out-dez 2015 No segundo semestre de 2014, uma nova doença febril foi registrada em algumas cidades do Nordeste brasileiro. 1 As manifestações clínicas dessa doença não preenchiam os critérios para uma doença exantemática clássica, como o sarampo, a rubéola, a escarlatina ou exantema súbito. Apesar de a região Nordeste ser uma área endêmica para o vírus da dengue (DENV), algumas avaliações sorológicas para o DENV foram negativas. Devido ao fato de alguns pacientes apresentarem edema articular, a infecção pelo vírus chikungunya (CHIKV) também foi investigada, igualmente com resultados sorológicos e exames pela técnica de polymerase chain reaction (PCR) negativos para o CHIKV. Os casos suspeitos estavam presentes nas cidades de Natal, capital do Rio Grande do Norte, e Recife, capital do estado de Pernambuco, entre outras localidades menores. Após extensa investigação desses casos, foi confirmada a circulação do vírus Zika (ZIKV) nessa região do país, registrada nas primeiras publicações sobre sua ocorrência no Rio Grande do Norte e na Bahia. 1,2 Desde então, médicos infectologistas dedicaram-se à investigação da inédita epidemia. Em maio de 2015, a Organização Pan-Americana da Saúde emitiu um comunicado a respeito do risco de transmissão do vírus Zika (ZIKV) entre algumas cidades nordestinas: casos autóctones atribuídos à cepa asiática do ZIKV, provavelmente trazida ao Brasil por turistas durante a Copa do Mundo de Futebol de 2014, foram confirmados laboratorialmente, alertando para o potencial de difusão global do vírus, de maneira semelhante ao DENV e CHIKV. O ZIKV foi inicialmente isolado em macacos Rhesus na África, mais precisamente em Uganda, no ano de 1947, e é responsável, nos dias atuais, por uma arbovirose emergente no mundo. Até recentemente, apenas casos humanos esporádicos foram registrados. Em 2007, casos relacionados ao ZIKV foram documentados fora dos continentes asiático e africano, com destaque para uma epidemia na Polinésia Francesa e a circulação do vírus por vários países da Oceania. 3

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Luz, K. G., Santos, G. I. V. dos, & Vieira, R. de M. (2015). Febre pelo vírus Zika. Epidemiologia e Serviços de Saúde, 24(4), 785–788. https://doi.org/10.5123/s1679-49742015000400021

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