O artigo retrata um estudo no qual se cotejou a trajetória e experiências vividas por docentes na etapa de educação básica no tocante à avaliação da aprendizagem, haja vista seus efeitos incidirem, de alguma maneira, no desenvolvimento profissional e na composição da identidade professoral, tendo em vista que a profissão docente decorre dum processo longitudinal (continuum), compreendendo uma profusão de experiências adquiridas ao longo da história de vida e dos processos formativos (inicial e continuado em serviço), inclusive de vivências pregressas à docência. Tratou-se de uma investigação de natureza qualitativa, com enfoque narrativo enquanto procedimento para a coleta das fontes orais, subsidiado por roteiro semiestruturado. Na qualidade de método para análise dos dados empregou-se a triangulação de dados. Contou-se com a participação de dez pesquisadas. A iniciativa (epistêmica) facultou compreender em síntese, que as entrevistadas se dependessem tão somente das experiências e práticas avaliativas advindas da escolarização para desenvolverem uma concepção e formulações mais sofisticadas, provavelmente não empreenderiam ou avançariam em termos de (novas ou outras) proposições formativas, afora à tradição dos exames e da “cultura da nota”, a despeito de averiguarmos algumas boas vivências, todavia pontuais.
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Martins Ferreira, M. A., & Tüxen Carneiro, K. (2023). (im)pertinência da avaliação da aprendizagem no processo de escolarização docente: entre o não mais e o ainda não. Devir Educação, 7(1). https://doi.org/10.30905/rde.v7i1.708