A fisiopatologia da enxaqueca tem sofrido uma evoluçäo considerável, principalmente nos últimos quinze anos. O conhecimento dos mecanismos genéticos, incluindo a participaçäo do gene CACNL1A4 no cromossoma 19p13.1, que codifica a subunidade alfa-1 de um canal de cálcio, tipo P/Q, específico do cérebro, dos mediadores e neurotransmissores envolvidos com a inflamaçäo neurogênica, tais como o Peptídeo Relacionado ao Gene da Calcitonina (CGRP), a NK-1 e a SP; a influência do NO como molécula algógena fundamental na enxaqueca; o desenvolvimento de modelos experimentais, incluindo o modelo do extravasamento de plasma, conforme desenvolvido pelo grupo do Moskowitz; e novas técnicas de neuroimagem (PET, MR e MEG) säo alguns exemplos dos avanços alcançados. Isto tem propiciado o desenvolvimento de novos medicamentos antienxaquecosos. A depressäo alastrante de Leäo tem sido confirmada como o fenômeno neurofisiológico mais importante na enxaqueca: ativa o sistema trigeminovascular, induz vasodilataçäo mediada por CGRP e a expressäo de c-fos no núcleo do trigêmio, no tronco cerebral. A dor na migrânea näo é secundária à vasodilataçäo, o que näo mais justifica a divisäo das cefaléias em "vasculares" e "näo vasculares".
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Vincent, M. (1997). FISIOPATOLOGIA DA ENXAQUECA (OU MIGRÂNEA). Medicina (Ribeirao Preto. Online), 30(4), 428. https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v30i4p428-436
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