Foram analisados os traumas agudos associados à violência na amostra esquelética do sítio Praia da Tapera (SC), composta por 71 indivíduos adultos de ambos os sexos. Os traumas considerados foram as fraturas no crânio, na face e na ulna, e as lesões causadas por pontas de projétil. Apenas os indivíduos associados ao segundo momento de ocupação do sítio apresentaram traumas, tendo sido os homens mais afetados do que as mulheres (17,2% e 3,8% respectivamente). As interpretações ainda preliminares para a ocorrência dos conflitos estão relacionadas a elementos ideológicos e padrão de subsistência em uma perspectiva geral. Uma reflexão mais particular para o sítio relacionou os conflitos à sua localização estratégica, ou ainda à tentativa de rapto de mulheres.
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Lessa, A. (2006). Reflexões preliminares sobre paleoepidemiologia da violência em grupos ceramistas litorâneos: (I) Sítio Praia da Tapera – SC. Revista Do Museu de Arqueologia e Etnologia, (15–16), 199. https://doi.org/10.11606/issn.2448-1750.revmae.2006.89719