O propósito deste artigo é procurar estabelecer as razões do privilégio da música na filosofia de Nietzsche. Através da apresentação da noção de "música absoluta" e do seu lastro na estética moderna, nomeadamente em Schopenhauer e nos textos teóricos de Wagner, mostrar-se-á as razões do distanciamento de Nietzsche dessa mesma noção, esclarecendo como a sua crítica de uma "metafísica da música" dá lugar à compreensão da escuta musical como um exercício de liberdade que promove o pensamento filosófico.The aim of this paper is to establish the reasons of music's primacy in Nietzsche's philosophy. By presenting the notion of "absolute music" and it's consequences in modern aedthetics, namely in Schopenhauer's and Wagner's works, we will try to clarify the reasons of Nietzsche's distancing from this very notion and to show how his criticisms of a "metaphysics of music" gives birth to an understanding of the experience of hearing music as an exercise of freedom that promotes philosophical thinking.
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Branco, M. J. (2012). A música, nossa percursora: Acerca da música na filosofia de Nietzsche. Cadernos Nietzsche, (31), 209–234. https://doi.org/10.1590/s2316-82422012000200012
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