Resumo – Partilha-se a concepção de que o Serviço Social, enquanto profissão, é indissociável do desenvolvimento das relações sociais capitalistas, não se constituindo num bloco homogêneo. Na senda de Netto, os projectos societários em disputa pela manutenção ou transformação das estruturas sociais vigentes têm expressão nos projectos profissionais. Desse modo, com este trabalho procura-se contribuir para a análise da construção do Serviço Social em Portugal, apreendendo o significado atribuído pelo fascismo à profissão no processo de institucionalização, de 1930 a 1950. Pretende-se também identificar assistentes sociais[1] que se foram envolvendo em movimentos de oposição e resistência ao regime e perceber como, nos anos 1960 e 1970, a profissão se foi distanciando do significado inicialmente atribuído, a partir da organização sindical corporativista. Palavras-Chave: fascismo; Portugal; oposição; resistência; Serviço Social; distanciamento; ação sindical; assistentes sociais. Abstract – The concept of social work as a profession is inseparable from the development of capitalist social relations, and does not constitute a homogeneous bloc. According to Netto, the corporate projects in dispute for the maintenance or transformation of the existing social structures are expressed in professional projects. In this way, this work seeks to contribute to the analysis of the construction of social work in Portugal, grasping the meaning attributed by fascism to the profession in the process of institutionalization, from 1930 to 1950. It is also intended to identify social workers[2] who have been involved in movements of opposition and resistance to the regime and to perceive how, in the 1960s and 1970s, the profession was distanced of the initially attributed meaning, from the corporatist trade union organization. Keywords: fascism in Portugal; opposition; resistance; social work; distancing; union action; social workers. [1] Entrevistas realizadas pela autora a: Maria Eugénia Varela Gomes (26 de junho de 2000), Maria Gabriela Figueiredo Ferreira (15 e 22 de janeiro de 2001) e Maria Teresa Abrantes Pereira Ávila (20 de junho de 2000). [2] Interviews conducted by the author to: Maria Eugénia Varela Gomes (June 26, 2000), Maria Gabriela Figueiredo Ferreira (January 15 and 22, 2001) and Maria Teresa Abrantes Pereira Avila (June 20, 2000).
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Martins, A. (2018). Serviço Social em Portugal no fascismo: oposição, resistência e ação sindical. Revista Em Pauta, 15(40). https://doi.org/10.12957/rep.2017.32722
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