Introdução: Embora identificada a mais de 100 anos, a Doença de Chagas continua sem controle no Brasil, tanto em função do número instável de casos quanto pela carência de políticas públicas de enfrentamento efetivas. Em contexto recente o monitoramento dessa e de outras doenças tropicais negligenciadas pode ter perdido qualidade em função da chegada de novas doenças agudas no país e da decorrente sobrecarga de trabalho nos serviços de cuidado e atenção em saúde. Objetivo: avaliar o perfil epidemiológico da DCA através da comparação das séries históricas disponíveis no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), tabulados entre 2011 e 2020. Método: Foram utilizados dados públicos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação coletados pelo Sistema Único de Saúde. Resultados: Aplicadas as técnicas quantitativas da epidemiologia descritiva, sugere-se que, nas áreas endêmicas e de alta vulnerabilidade para a Doença, a COVID-19 pode ter colaborado para o agravamento da subnotificação de Chagas, que apresentou redução próxima a 50% com relação à média dos anos anteriores. Conclusão: Admitindo que nesse momento a erradicação da Doença de Chagas e da COVID-19 não parecem próximas, o fortalecimento da Vigilância em Saúde é fator crítico de sucesso para a construção de cenários de saúde mais favoráveis.
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Lima, S. B. de A., Sousa Júnior, C. P. de, Sobral, R. V. S., Bezerra, J. de M., Ampuero, N. F. da F., Malaquias, A. C., … Lima, P. D. L. de. (2022). Monitoramento de casos da Doença de Chagas Aguda no Brasil: um estudo descritivo. Research, Society and Development, 11(4), e27311427487. https://doi.org/10.33448/rsd-v11i4.27487