Abstract
A velhice, apesar de ser um fenômeno biológico, é perpassada por inúmeras questões sociais que incluem marcadores de gênero, raça e classe. Tal fator traz consequências como o processo de feminização da velhice, que indica o número maior de mulheres velhas em relação ao número de homens velhos. Além disso, há mais idosas brancas do que negras e indígenas em nosso país, devido a uma menor taxa de expectativa de vida desses grupos racializados. Desse modo, torna-se importante trabalhar com sujeitos velhos, levando em conta o contexto social onde esses estão inseridos. Nesse sentido, surge o projeto “Oficinas Terapêuticas com Mulheres Velhas”, na tentativa de trabalhar fatores de vulnerabilidade específicos desse público, incluindo os entrelaçamentos de raça e classe. Tal projeto foi criado por duas estudantes do curso de Psicologia, e foi realizado na Universidade Aberta à Terceira Idade (UATI), no ano de 2019. O estudo teve como base a Psicologia dos Grupos, e tem como objetivo geral, a busca por reflexões acerca do fenômeno do envelhecimento da mulher e suas particularidades, considerando as variantes de gênero, raça e classe; para isso, alguns temas como relacionamentos conjugais, racismo, medo da morte e autoestima serão discutidos, a partir de um relato de experiência feito pelas estudantes estagiárias.
Cite
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Barros Santos de Araújo, L., Monteiro Aurelino dos Santos, K., & Chaves Bernardo, K. J. (2021). Oficinas terapêuticas com mulheres velhas: um recorte de gênero, raça e classe. Revista Psicologia, Diversidade e Saúde, 10(2), 282–295. https://doi.org/10.17267/2317-3394rpds.v10i2.3592
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