Abstract
No presente trabalho discute-se que divergência – e não convergência – tecnológica ou de trajetórias de desenvolvimento é a norma na história do desenvolvimento, sendo um fenômeno especialmente visível no último século, e que convergência e catch-up são, de uma perspectiva calcada na concorrência Schumpeteriana, conceitos teoricamente inadequados para explicar as referidas trajetórias, pois ambos implicam uma espécie de “equilíbrio imposto à história”. São propostos, aqui, de forma compacta, os contornos de uma abordagem analítica centrada no conceito de leapfrogging (ultrapassagem) pela via das inovações aliada à participação ativa do sistema de crédito. O estudo salienta a importância da macrofinança – em particular a estrutura do sistema financeiro e sua relação com os processos de financiamento e com a governança econômica (destacando aí o papel do Estado) – como elemento tão importante, ainda que pouco pesquisado, quanto as variáveis tecnológicas nas teorias do desenvolvimento, quando se trata de explicar trajetórias bem-sucedidas.
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Burlamaqui, L., & Kattel, R. (2016). Assessing divergent development trajectories: Schumpeterian competition, finance and financial governance. Revista Brasileira de Inovação, 15(1), 9. https://doi.org/10.20396/rbi.v15i1.8649118
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