Abstract
O presente texto procura explorar algumas questões derivadas das relações entre subjetividade, processos intersubjetivos/grupais e processos de planejamento e gestão nas organizações de saúde. Essa problemática tem-se destacado, fundamentalmente, a partir da constatação dos obstáculos à implementação dos processos de mudança nas organizações, bem como dos limites dos instrumentais teórico-metodológicos disponíveis em planejamento e gestão para favorecer tais processos. O setor saúde no Brasil tem sido, simultânea e paradoxalmente, espaço de experimentação de propostas inovadoras nos campos da assistência e da gestão pública, bem como locus privilegiado de manifestação das contradições sociais e do intenso processo de exclusão, segregação e desvalorização da vida que tem marcado nossa sociedade. Neste contexto, o que nos interessa essencialmente examinar é até que ponto é viável a construção de projetos coletivos, no âmbito das organizações de saúde, e como é possível abordar suas dimensões cultural, subjetiva e inconsciente - condição, nos parece, indispensável para se aprender sobre os limites (e possibilidades) de governabilidade dessas organizações.This paper explores some topics regarding the relations among subjectivity, group processes and planning and management processes within health organizations. These issues turn out to be important when we consider the obstacles involved in the organizational change processes, as well as the limitations of management theoretical and methodological tools in subsidizing these processes. Health sector in Brazil has been, simultaneously and paradoxically, a space for innovations in health assistance and public management, as well as the privileged locus for the social contradictions and for the intense exclusion, segregation and undervaluation of life in our society. In this context, we are particularly interested in examine the possibilities of developing collective projects within health organizations, and ways to approach their cultural, subjective and unconscious dimensions. The consideration of these dimensions is an indispensable condition to learn about the limits (and the possibilities) of governability of health organizations.
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Sá, M. de C. (2001). Subjetividade e projetos coletivos: mal-estar e governabilidade nas organizações de saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 6(1), 151–164. https://doi.org/10.1590/s1413-81232001000100013
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