Uso da Classificação Internacional de Doenças em inquéritos de saúde

  • Cesar C
  • Laurenti R
  • Buchala C
  • et al.
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Abstract

O objetivo do trabalho foi descrever a morbidade "referida" em inquérito de saúde, comparando o uso da CID-9 com o da CID-10. O estudo foi realizado com uma amostra populacional de 10.199 indivíduos, identificando-se as doenças ou os acidentes ocorridos num período de quinze dias. Realizou-se também uma comparação entre a CID-9 e a CID-10, reclassificando-se pela CID-10 as morbidades classificadas pela CID-9 como Capítulo XVI (Sintomas, Sinais e Afecções Mal Definidas). Cerca de 30% dos entrevistados referiu algum problema de saúde, somando 4415 queixas ou diagnósticos. Um total de 1403 queixas foram classificadas, pela CID-9, em 51 códigos do Capítulo XVI. Estas mesmas queixas recodificadas pela CID-10 transformaram-se em 70 Códigos, ganhando maior especifididade. Concluiu-se que foi satisfatória a classificação das morbidades referidas pelos entrevistados por meio da CID, sendo que a CID-10 apresentou vantagens em relação à CID-9, possibilitando classificar subcategorias residuais ao longo dos diferentes capítulos e apresentado maior especificidade do Capítulo XVIII.The objective of the study was to describe morbidity "referred" in health surveys, comparing ICD-9 and ICD-10. The study identified the conditions or injuries occurring within a 15-day period in a population sample of 10,199 individuals. ICD-9 and ICD-10 were also compared, by reclassifying conditions formerly classified as ICD-9 Chapter XVI (Symptoms, Signs and Ill-Defined Conditions) using ICD-10. Approximately 30% of interviewees referred some health condition, totaling 4,415 complaints or diagnoses. A total of 1,403 complaints were classified, by ICD-9, into 51 Chapter XVI codes. The same complaints, recoded by ICD-10, turned into 70 Codes, therefore gaining greater specificity. The conclusion is that the classification of morbidity referred by interviewees using ICD was satisfactory. ICD-10 had advantages in relation to ICD-9, once it enabled the classification of residual subcategories in various chapters, thus providing greater specificity in Chapter XVIII.

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Cesar, C. L. G., Laurenti, R., Buchala, C. M., Figueiredo, G. M., Carvalho, W. O. de, & Caratin, C. V. de S. (2001). Uso da Classificação Internacional de Doenças em inquéritos de saúde. Revista Brasileira de Epidemiologia, 4(2), 120–129. https://doi.org/10.1590/s1415-790x2001000200007

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