Abstract
A correspondência de Charles Darwin com John Henslow ao longo da viagem do Beagle (1831-1836), parcialmente publicada antes de seu retorno à Inglaterra, possibilitou o acesso do jovem naturalista ao centro da comunidade científica britânica. Ademais, a análise dessas cartas revela aspectos da atuação do Beagle em assuntos de interesse da Grã-Bretanha, nos campos científico, econômico, político e religioso. Defendemos nesse artigo que o Beagle compunha uma rede de atores humanos e não-humanos, fomentada pela diplomacia britânica e mobilizada pelas embarcações, que faziam circular informações entre Londres, as colônias britânicas e os países da América do Sul. Assim, conclui-se que o Beagle era um agente do imperialismo que colaborava nas pretensões britânicas de consolidar seu domínio sobre o hemisfério sul.
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Valverde, B. A., & Campos, C. de. (2021). Para inglês ver. Khronos, (11), 122–138. https://doi.org/10.11606/issn.2447-2158.i11p122-138
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