Abstract
A partir de fragmentos de um recorte autobiográfico, o texto procura, não responder, mas dialogar com a questão proposta pelo editor: “o que me/nos/vos motiva em arte?”. Sob a perspectiva da fenomenologia de Heidegger, parte da análise ontológica do Ser-aí, o modo de ser do ente que somos, em seus aspectos constituintes, para estendê-la ao ser do artista e da arte. Para isso, busca estender o diálogo às genealogias que afetam eletivamente o autor em sua relação prática e teórica com a arte, assim como com as condições contextuais que envolvem a produção, circulação e recepção do trabalho de arte na sociedade contemporânea, seus limites e contingências. Finalmente, debruça-se sobre o momento atual e recente do trabalho de seu autor, de modo a mergulhar em busca dos interesses e motivações que levam a sua realização, assim como ao trânsito entre linguagens do campo ampliado da arte e de campos afins.
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Gonzaga, R. M. (2021). A lua, o lobo, o copo de vinho e o coração selvagem da arte. Palíndromo, 13(30), 66–83. https://doi.org/10.5965/2175234613302021066
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