Ensino médico, SUS e início da profissão: como se sente quem está se formando?

  • Oliveira N
  • Alves L
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Abstract

A construção do SUS e o crescimento do nosso país têm suscitado uma discussão maior sobre mudanças no ensino médico. Iniciativas para implementar as Diretrizes Curriculares Nacionais aumentam o cardápio de estratégias de mudanças na preparação do fu turo médico. Para compreender melhor essas modificações, aplicamos questionários in locu a 1.004 alunos do internato de Medicina em 13 cursos médicos de seis Estados brasileiros entre 2004 e 2007, e realizamos entrevistas com alunos, docentes e gestores de Saúde. Neste artigo, destacamos o que pensam os formandos a respeito de sua formação no começo de sua atuação profissional. Aproximadamente 19% dos alunos se sentem aptos ao exercício imediato da medicina; 81% querem buscar formação complementar; 63% desejam ser "especialistas"; só 20% querem trabalhar em medicina geral, como o PSF, e apenas 5% querem trabalhar em pequenos municípios. Há discrepâncias entre o que os alunos querem fazer, como se sentem preparados e o que acabarão por fazer. Este estudo fornece dados que podem ajudar na melhoria da educação médica de acordo com as demandas do SUS e na integração ensino-serviços-comunidade.The construction and consolidation of the Unified Health System (SUS) in Brazil and the country's economic growth have sparked increasing discussion on changes in medical education. Initiatives to implement the National Curriculum Guidelines have expanded the range of strategies for changes in training for future physicians. In order to better understand these changes, we applied on-site questionnaires to 1,004 medical interns in 13 medical schools in six States of Brazil from 2004 to 2007, and conducted interviews with students, faculty, and health administrators. This article highlights what graduating medical students think of their training at the beginning of their professional careers. Approximately 19% of the graduates feel prepared to practice medicine immediately; 81% want to seek additional training; 63% wish to become "specialists"; and only 20% want to work in general practice like the Family Health Program (only 5% want to work in small towns). There are discrepancies between what the students want to do, how prepared they feel, and what they actually end up doing. This study provides data that can help improve medical education in Brazil according to the demands of the Unified Health System and integration between teaching, services, and the community.

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Oliveira, N. A. de, & Alves, L. A. (2011). Ensino médico, SUS e início da profissão: como se sente quem está se formando? Revista Brasileira de Educação Médica, 35(1), 26–36. https://doi.org/10.1590/s0100-55022011000100005

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