Abstract
Vinho e turismo constituem hoje dois produtos cada vez mais complementares, mormente em regiões vitivinícolas deprimidas e que encetaram processos de restruturação com a introdução da componente turística. Estamos, assim, perante duas componentes determinadas a partir do contexto territorial, porquanto quer a regulamentação e certificação do vinho parte de pressupostos regionais – a região demarcada – e o turismo que se articula com o desenho e a atracção do destino – local ou regional – exercida sobre o turista. Esta associação do vinho ao turismo implica ainda a valorização da “marca” onde o ênfase regional vai contribuir, sobremaneira, para o desenvolvimento e a sustentabilidade da região. Assim, o enoturismo representa actualmente mais do que uma motivação específica para a realização da viagem induzida pelo vinho, ele constitui uma nova oportunidade de negócio e um catalisador para a economia de uma região vitivinícola. A par, pode igualmente contribuir para o “afinar do destino turístico”, pois passa a promover a região e um conjunto de actividades associadas ao vinho. Por conseguinte, o sucesso de um destino enoturístico e o desenho das rotas vitícolas estão simultaneamente associados à reputação do vinho da região, à organização da adega e ao acolhimento dos visitantes, à dinamização e promoção dos elementos endógenos e do único, á criação de um conjunto de serviços, atracções e eventos que permitem complementar a adega e qualificar a região enquanto produto turismo integrado numa matriz cultural.
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Cordeiro Gonçalves, E. (2012). Rotas de vinho e desenvolvimiento regional. ROTUR. Revista de Ocio y Turismo, 5(1), 11–19. https://doi.org/10.17979/rotur.2012.5.1.1258
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