Técnicas da carta-perdida como instrumento de pesquisa social: um estudo sobre preconceito e ajuda

  • Silva A
  • Günther H
  • Lara A
  • et al.
N/ACitations
Citations of this article
12Readers
Mendeley users who have this article in their library.
Get full text

Abstract

A técnica da carta perdida foi adaptada para o contexto cultural brasileiro. Trezentas cartas endereçadas e seladas, foram colocadas "por engano", simulando perda, nos pára-brisas de veículos em dois estacionamentos. Um bilhete anexo explicava que o autor se desencontrara do amigo, "dono do carro". O bilhete variou, dando a entender que seu autor era masculino ou feminino (fator 1); tinha características pessoais distintas: homossexual, negro ou grupo controle (fator 2); permitindo a possibilidade de contatos telefônicos, ou não (fator 3), num delineamento 2 x 3 x 2. Quem encontrava a carta, podia enviá-la (comportamento pró-social) ou descartá-la. Sessenta e um por cento das cartas foram enviadas. Nenhuma diferença significativa foi encontrada em função das características dos três grupos (controle, negro ou homossexual), de gênero, da interação destes fatores. A possibilidade de telefonar para o remetente, aumentou significativamente o envio de cartas. A técnica mostrou-se promissora por possibilitar, enquanto instrumento não-reativo, o estudo de preconceito e ajuda. Palavras-chave: técnica da carta perdida; preconceito; comportamento pro-social; ajuda.

Cite

CITATION STYLE

APA

Silva, A. V. da, Günther, H., Lara, A. de A., Cunha, L. F. da, & Almeida, V. J. da S. (1998). Técnicas da carta-perdida como instrumento de pesquisa social: um estudo sobre preconceito e ajuda. Psicologia: Reflexão e Crítica, 11(1), 117–134. https://doi.org/10.1590/s0102-79721998000100007

Register to see more suggestions

Mendeley helps you to discover research relevant for your work.

Already have an account?

Save time finding and organizing research with Mendeley

Sign up for free