Abstract
Estudos sobre conforto térmico vêm sendo desenvolvidos por pesquisadores há décadas, sobretudo com o intuito de averiguar o bem-estar de usuários de ambientes fechados. O objetivo deste trabalho foi monitorar duas salas nas dependências do Instituto Federal do Paraná de Quedas do Iguaçu, obtendo dados horários de umidade e temperatura do ar para o cálculo da temperatura do ponto de orvalho (Td) e, assim, do índice de desconforto térmico (Idk). Foram levantados dados entre os meses de novembro de 2018 e fevereiro de 2020, totalizando mais de sete mil registros para cada ambiente, o que permitiu uma análise das condições térmicas ao longo das quatro estações do ano. Houve diferenças importantes entre os ambientes, sendo a sala dos alunos, em média, 3oC superior à sala dos professores, registrando 49,3% dos dados como desconforto/estresse para o calor, enquanto na sala dos professores esse índice foi de apenas 16,0%, sem registros de estresse por calor. A metodologia proposta proporcionou um grande volume de dados consistentes sobre conforto/desconforto térmico nos ambientes analisados. Assim, é importante que instrumentos de baixo custo como este produzam dados primários e de maneira automatizada, uma vez que permitem estudos sobre microclimas com alto grau de detalhamento.
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Souza Celarino, A. L., Castellano, M. S., & Giebmeyer, T. (2023). Análise de conforto térmico em ambiente escolar: estudo de caso em escala microclimática. Revista Brasileira de Climatologia, 32, 250–268. https://doi.org/10.55761/abclima.v32i19.15749
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