Abstract
Historically, Brazilian universities have been showing a lack of culture and extension policies, activities which tended to be less valued inside universities since always. In 2003, a new cycle of educationalpublic policies had started, which resulted in an expansion of university vacancies, especially in federal public institutions, an unprecedented result in Brazilian history. Concomitant with this process, the Ministry of Education started to elaborate a national policy for extension, which was named Proext. In 2008, the Ministry of Culture created the Proext Culture, aiming for an interaction with the cultures produced inside and outside the universities, which had a significant impact in the universities and, mainly, in the education policy managed by the education agenda, being integrally incorporated into Proext, that started assigning a significant rate of resources of extension to cultural projects from public universities. Overall, this programexpanded until 2016, when it was abruptly disrupted by the new federal government. Finally, despite still being an important policy, with considerable amount of resources, it was not sufficient to transformthe academic reality.As universidades brasileiras carecem historicamente de políticas voltadas para a cultura e extensão, que, dentre as atividades acadêmicas, tenderam sempre a ser as menos valorizadas. A partir de 2003, deu-se início a um novo ciclo de políticas públicas educacionais que resultou em uma expansão da oferta de vagas, sobretudo em instituições públicas federais, sem precedentes na história brasileira. Concomitante a tal processo, o Ministério da Educação passou a formular uma política nacional para a extensão, que recebeu o nome de Proext. Em 2008, o Ministério da Cultura criou o Proext Cultura, com vistas a interagir com as culturas produzidas dentro e no entorno das universidades, e que teve impacto significante nas universidades e, principalmente, na política gestada pela pasta da educação, sendo incorporada integralmente ao Proext, que passou a destinar parcela significativa dos recursos da extensão para projetos culturais das universidades públicas. No geral, esse programa se expandiu até 2016, quando foi bruscamente interrompido pelo governo federal. Contudo, ainda que importante, e detentor de um recurso expressivo, tal política não foi suficiente para transformar efetivamente as realidades acadêmicas.
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Pozzer, M. R. O., & Leon, L. E. T. de. (2019). Cultura e extensão universitária. Revista de Educação Popular, 73–86. https://doi.org/10.14393/rep-v0n02019-45222
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