Abstract
RESUMO: Este artigo apresenta um resgate do princípio da iconicidade por meio do exame de estudos que dele fizeram uso como critério de análise e como explicação funcional para o comportamento de fenômenos gramaticais. Palavras-chave: funcionalismo, iconicidade, português brasileiro. INTRODUÇÃO É proposta deste artigo o estudo do princípio da iconicidade e a análise do aproveitamento que dele fazem pesquisadores para explicar fenômenos ocorrentes nas línguas, em especial no português do Brasil. Na verdade, encontra-se um vácuo teórico na literatura especializada e bases pouco seguras quanto à definição desse princípio. Dessa maneira, estabelece-se uma comparação entre as várias associações que remetem à iconicidade enquanto princípio lingüístico e discutem-se suas formas de manifestação no português do Brasil. O texto encontra-se estruturado em três partes. Na primeira, discutimos a origem do princípio da iconicidade e sua conceituação por lingüistas; na segunda, apresentamos a análise de dois estudos (BRAGA, 1996 e MOLLICA, 1998), que conferem a esse princípio uma forte atuação nos fenômenos investigados. Por fim, na terceira parte, apresentamos comentários finais e discussão sobre perspectivas de estudos. 1. CONTROVÉRSIAS E INCOMPLETUDES: A FALTA DE CONSENSO?! É idéia neutra entre os funcionalistas que o princípio da iconicidade prevê uma relação motivadora unívoca entre forma e função, sendo que a primeira determina a segunda, nunca o inverso. Para alguns lingüistas (VOTRE, 1982), enclausurar nessa definição o que seja iconicidade denota uma visão radicalizada, que impediria o reconhecimento de outras manifestações.
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Lima-Hernandes, M. C. (2006). O princípio da iconicidade e sua atuação no português do Brasil. Filologia e Linguística Portuguesa, 0(8), 83. https://doi.org/10.11606/issn.2176-9419.v0i8p83-96
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