Abstract
Apresenta-se, neste texto, a partir de Bakhtin (2009 [1929] / 2011 [1979] / 2013 [1929]) e Vygotsky (2001 [1934] / 2008 [1934]), uma discussão sobre sujeito e linguagem, apontando para as relações intersubjetivas e dialógicas que permeiam a tessitura das interações sociais. Esses dois epistemólogos apresentam especificidades teóricas, que se delineiam e se encontram dialogicamente, ao conceberem o homem como um ser crítico e social, que age no mundo, com e por meio da linguagem. Na realização dessas ações, os sujeitos constroem uma consciência, fundada na internalização do signo, que se refracta nos contextos de usos e nas produções de sentido, que fundam e ampliam os sentidos da língua. Para a elucidação desses fundamentos, recorre-se as leituras de Bronckart (2006/2008/2012), Cardoso (2000), Fiorin (2006), Freitas (2005), Rojo (2010), que ao balizarem suas escritas nos fundamentos desses dois teóricos, entrecruzam olhares sobre a natureza sociointeracional e socio-histórica que caracteriza a ação linguageira do homem no mundo, apontando, portanto, para o papel do sujeito e a socioconstrução da linguagem.
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Lima, F. R., & Carvalho, M. A. F. de. (2017). O sujeito e a socioconstrução da linguagem. Entrepalavras, 6(2), 199. https://doi.org/10.22168/2237-6321.6.6.2.199-212
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