Abstract
O artigo procura desenvolver uma reflexão sobre a liberdade na novela “Memórias do Subsolo”, considerando a crítica feita por Dostoiévski ao egoísmo racional de Tchernichévski e procurando examinar os pressupostos filosóficos e psicológicos desta crítica, que nos levam a pensar a respeito dos fundamentos da vontade humana, que deseja não apenas o útil e o vantajoso, que em certo sentido são bastante louváveis, mas, sobretudo, deseja aquela que é considerada por Dostoiévski como a maior de todas as vantagens, que consiste também em poder querer aquilo que vai contra tudo o que seria vantajoso para o homem e que será pensado por ele como sendo “a vontade independente”, o que nos permite pensar a relação de familiaridade e parentesco, o “instinto de consanguinidade”, com aquilo que Nietzsche pensou com a expressão “vontade de poder”. This article seeks to develop a reflection on freedom in the novella "Notes from Underground," considering Dostoevsky's critique of Chernyshevsky's rational egoism and examining the philosophical and psychological presuppositions of this critique, which lead us to think about the foundations of the human will, which desires not only what is useful and advantageous, which in a certain sense are quite laudable, but, above all, desires what Dostoevsky considers the greatest of all advantages, which also consists in being able to desire that which goes against everything that would be advantageous for man and which he will think of as "the independent will," allowing us to consider the relationship of familiarity and kinship, the "instinct of consanguinity," with what Nietzsche thought of with the expression "will to power."
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Cordeiro, R. C. (2026). “Memórias do Subsolo”: Trilhas Filosóficas, 18(2), 291–310. https://doi.org/10.25244/1984-5561.2025.7890
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