Abstract
Resumo Ao discorrer sobre o “Futuro do Etnocentrismo”, este artigo parte da premissa de que a globalização, apesar de ter – em muitos casos – diminuído as diferenças entre povos, não tem amenizado os preconceitos e as formas de discriminação que ocorrem em nome dessas diferenças. Ele resgata a importância do antropólogo neste cenário lembrando que a diversidade cultural faz parte da sociedade complexa, remetendo-se não apenas a grupos étnicos ou nacionais bem delimitados, mas também a diferenças de geração, gênero, sexo e classe, entre outros. Neste contexto, a tolerância passiva de modos distantes de vida assim como a aceitação pragmática de nosso próprio paroquialismo são atitudes não somente intelectualmente desonestas mas também moralmente repreensíveis. É no encontro incômodo de subjetividades variantes na sua própria sociedade que o antropólogo define seu lugar.Abstract Addressing “The Future of Ethnocentrism”, this article starts from the premiss that, although globalization may have, in many cases, diminished the differences which separate peoples, the prejudice and forms of discrimination which accompany these differences have not diminished. Furthermore, cultural diversity, in this scenario, is not confined to clearly delimited ethnic and national groups but includes other factors such as gender, generation, sex and class. In such a context, the pragmatic acceptation of one’s own parochialism or even the passive tolerance of distant modes of life are attitudes which are not only intellectually dishonest but morally reprehensible. It is in the uncomfortable encounters of variant subjectivities within his own society that the anthropologist defines his role.
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Geertz, C. (1999). Os usos da diversidade. Horizontes Antropológicos, 5(10), 13–34. https://doi.org/10.1590/s0104-71831999000100002
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