Abstract
A insuficiência cardíaca em crianças ocorre basicamente por: 1) defeitos cardíacos congênitos que levam à sobrecarga pressórica ou volumétrica na presença ou ausência de cianose; 2) cardiomiopatias congênitas ou adquiridas por erros inatos do metabolismo, distrofias musculares, infecções, drogas, toxinas e doença de Kawasaki; e 3) disfunção miocárdica após correção de defeitos cardíacos. Suas manifestações variam com a idade. Os sintomas mais comuns em lactentes são taquipnéia, taquicardia e dispnéia às mamadas; em crianças maiores fadiga e intolerância ao exercício; já em adolescentes são similares aos dos adultos. Seu tratamento pode ser a correção do defeito cardíaco congênito, com o uso ou não de drogas para otimizar o quadro clínico antes da cirurgia. Faz-se uso prolongado de medicação anti-congestiva em pacientes com defeitos cardíacos com tendência a fechamento espontâneo. As drogas utilizadas são digitálicos, diuréticos, inibidores da enzima conversora de angiotensina e os beta-bloqueadores. Estudos sobre eficácia das drogas mostram que a digoxina tem efeito benéfico modesto em crianças e os beta-bloqueadores melhoram a função ventricular. Há poucos estudos sobre a eficácia dos diuréticos e sobre os benefícios dos inibidores de angiotensina em crianças, principalmente se os inibidores possuem efeitos similares aos dos adultos e se apresentam efeitos no desenvolvimento da criança ao longo prazo. O transplante cardíaco tem sido indicado como tratamento principalmente para o estágio D de insuficiência cardíaca.
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Azeka, E., Vasconcelos, L. M. de, Cippiciani, T. M., Oliveira, A. S. de, Barbosa, D. F., Leite, R. M. G., & Gapit, V. L. (2008). Insuficiência cardíaca congestiva em crianças: do tratamento farmacológico ao transplante cardíaco. Revista de Medicina, 87(2), 99–104. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v87i2p99-104
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