Abstract
Resumo Este artigo analisa as plataformas de fazendas de cliques como elemento de aprofundamento da plataformização do trabalho no Brasil. Com base em entrevistas com trabalhadores e observações em plataformas, grupos de WhatsApp, Facebook e vídeos no YouTube, a investigação destaca condições de trabalho, materialidades e formas de organização das pessoas que são pagas para curtir, comentar e seguir perfis em plataformas de mídias sociais. As fazendas de cliques agem como plataformas parasitas em relação às infraestruturas das mídias sociais. O perfil de quem trabalha para as plataformas é de mulher, com histórico de trabalho informal. Há mercados paralelos de venda e compras de contas fakes e bots, que fazem parte das táticas desses trabalhadores para sobreviver no contexto das fazendas de cliques.Abstract This paper analyses click farm platforms as an element of contribution to the deepening of platformization of labour in Brazil. Based on interviews with workers and observations of platforms, WhatsApp and Facebook groups, and videos on YouTube, the investigation highlights working conditions, materialities and forms of organization of people who are paid to like, comment, and follow accounts on social media platforms. Click farms act as parasite platforms in relation to social media infrastructures. The profile of those who work for the platforms is that of woman, with history of informal work. There are parallel markets for selling and buying fake accounts and bots, which are part of the tactics of these workers to survive in the context of click farms.
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Grohmann, R., Aquino, M. C., Rodrigues, A., Matos, É., Govari, C., & Amaral, A. (2022). Plataformas de fazendas de cliques: condições de trabalho, materialidades e formas de organização. Galáxia (São Paulo), 47. https://doi.org/10.1590/1982-2553202257969
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