Abstract
Contextualização: A incontinência urinária (IU), condição clínica comum entre idosos, pode comprometer a qualidade de vida (QV) e, por esta razão, avaliar as repercussões sobre a mesma torna-se relevante. Objetivo: Desvendar como idosas submetidas a tratamento fisioterapêutico para IU percebem sua QV atual. Metodologia: Este foi um estudo qualitativo que, por meio de entrevistas individuais semi-estruturadas, pesquisou a QV na perspectiva de doze idosas com 60 anos e mais. O tamanho da amostra foi determinado por meio de saturação. As entrevistas foram gravadas, transcritas e posteriormente analisadas pela técnica da análise de conteúdo. Resultados: A QV vinculou-se à saúde, autonomia, relacionamentos pessoais, estabilidade financeira e vida ativa. O comprometimento psicológico vinculou-se à preocupação e desagrado diante das perdas urinárias e receio de elas ocorrerem em locais não apropriados. O constrangimento de outras pessoas perceberem o odor de urina e a vivência prévia de situações também constrangedoras vincularam-se ao comprometimento social. Conclusões: A análise do conteúdo das entrevistas permitiu concluir que, apesar de a IU estar presente na vida das idosas, trazendo prejuízos psicológicos e sociais, a QV foi positivamente percebida. Palavras-chave: qualidade de vida; idosas; incontinência urinária; fisioterapia. ABSTRACT Quality of life from the perspective of elderly women with urinary incontinence
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Abreu, N., Baracho, E., Tirado, M., & Dias, R. (2007). Qualidade de vida na perspectiva de idosas com incontinência urinária. Revista Brasileira de Fisioterapia, 11(6), 429–436. https://doi.org/10.1590/s1413-35552007000600003
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