Abstract
Apesar das repetidas evocações consagradas às lutas estudantis dos anos sessenta e setenta, persistem ainda lacunas e mal-entendidos que levam à manutenção de uma memória demasiado selectiva. durante cerca de dois decénios foi-se construindo uma forma de estar e agir distante dos tópicos do tradicionalismo coimbrão e até mesmo em ruptura com ele. problematiza-se a imagem de um tempo contestatário focalizado quase exclusivamente na “crise de 69”, chamando a atenção para algumas margens de esquecimento promovidas pela associação da memória dos combates estudantis dos “longos anos sessenta” a esse momento mais grandioso.
Cite
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Cardina, M. (2008). Memórias incómodas e rasura do tempo: Movimentos estudantis e praxe académica no declínio do Estado Novo. Revista Crítica de Ciências Sociais, (81), 111–131. https://doi.org/10.4000/rccs.654
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