Abstract
Objetivo: Avaliar a mortalidade materna no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, entre 1999 e 2002. Material e métodos: Realizamos estudo retrospectivo descritivo, no qual 44 fichas do Comitê de Mortalidade Materna do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, foram avaliadas, referentes ao período de janeiro de 1999 a dezembro de 2002. As variáveis analisadas foram idade, raça, procedência, evolução da gestação, tipo de parto, etiologia, tipo de óbito materno, critérios e medidas de evitabilidade. Resultados: Os óbitos obstétricos diretos, indiretos e não obstétricos foram, respectivamente, 45,4%, 47,8% e 6,8%. Dentre os óbitos obstétricos diretos, a causa mais freqüente foi a hipertensão (40,0%), seguido da infecção (35,0%) e da hemorragia (25,0%). O coeficiente de mortalidade materna foi 532,2, e o coeficiente de mortalidade materna depurado, 181,7. A maioria das gestações evoluíram para parto (75,6%), com predomínio da cesariana (67,8%). Os óbitos foram evitáveis em 85,4%. Houve predomínio para as medidas de evitabilidade sociais e educativas, com 38,6% para ambas. Conclusões: Serviços de saúde de nível terciário apresentam coeficiente de mortalidade materna alto, devido abranger atendimentos à gestante de alto risco. A hipertensão é, na atualidade, o principal fator etiológico de morte materna no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo.(AU)
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Sá, M. F. S. (2002). O Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Medicina (Ribeirao Preto. Online), 35(3), 397. https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v35i3p397-402
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