Abstract
In this essay, I propose a reflection on the limits of justice based on the concept of “difference”, considering indigenous peoples’ perspectives. I argue that these peoples are not in the past but offer possible futures through an ethical repertoire that is still largely ignored by attitudes of responsibility and care towards the other. I analyze some elements of the food system among the Guarani Indians, whose lack of understanding on the part of a nutrientbased approach allows to elucidate two articulated modes of operation of coloniality, as taught by Denise Ferreira da Silva: exclusion and occlusion. I conclude with the defense of a decolonizing agreement for the participation of indigenous and black professionals in the decision-making and health management processes to achieve universality in access to care and protection of the State.Neste ensaio, proponho uma reflexão sobre os limites da justiça a partir do conceito de “diferença”, considerando a perspectiva dos povos indígenas. Argumento que esses povos não estão no passado, mas oferecem futuros possíveis por meio de um repertório ético ainda amplamente ignorado de atitudes de responsabilidade e cuidado frente ao que é outro. Analiso alguns elementos do sistema alimentar entre os indígenas guaranis, cuja incompreensão por parte de uma abordagem da alimentação baseada em nutrientes permite elucidar dois modos articulados de operação da colonialidade, conforme ensinou Denise Ferreira da Silva: exclusão e oclusão. Concluo com a defesa de uma pactuação descolonizante pela participação de profissionais indígenas e negros(as) nos processos de decisão e gestão em saúde como meio de efetivar a universalidade no acesso ao cuidado e à proteção do Estado.
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Dias, D. M. (2021). À luz da diferença: responsabilidade, alteridade e a “lógica do cuidado.” Revista USP, (128), 77–95. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.i128p77-95
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