Abstract
O objectivo deste estudo foi o de inquirir sobre a estabilidade das trajectórias de aptidão física entre a infância e o final da puberdade. Cento e setenta e quatro rapazes e raparigas foram anualmente avaliados em sete provas constituintes de uma bateria de aptidão física durante três anos consecutivos na infância (7, 8 e 9 anos de idade), sendo sujeitos a uma nova repetição passados seis anos (15 anos). A estabilidade dos resultados foi aferida através dos coeficientes de auto-correla- ção (Spearman e Pearson) e do Kappa de Cohen (K). Os resulta- dos encontrados demonstraram que a estabilidade da aptidão física na transição do período pubertário (9-15 anos) foi menor do que na infância (7-9 anos), e os rapazes foram sempre mais estáveis que as raparigas. Os valores de auto-correlação inter- idade variaram de 0,43 a 0,81 entre os 7 e os 9 anos, e de 0,23 a 0,66 dos 9 aos 15 anos. Na generalidade, o tracking encontra- do ao longo das idades estudadas foi bastante baixo (K entre 0,11 a 0,33), mas quando analisada a estabilidade relativa a quatro canais percentílicos, percebe-se que as crianças com pio- res prestações tendem a permanecer mais no seu canal percen- tílico ( p75)
Cite
CITATION STYLE
Rodrigues, L. P., Angélico, S., Saraiva, L., & Bezerra, P. (2007). Estabilidade da aptidão física na transição da infância (7-9 anos) para a puberdade (15 anos): o Estudo Morfofuncional da Criança Vianense. Revista Portuguesa de Ciências Do Desporto, 2007(3), 347–357. https://doi.org/10.5628/rpcd.07.03.347
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.