Abstract
Mas, à medida que seus produtos ganharam terreno fora dos ambientes controlados dos laboratórios, o seu escopo se expandiu em debates éticos, protocolos, processos e equipamentos laborais que passaram a ser empregados nos contextos hospitalares, na produção industrial, no comércio e demais segmentos que envolvem a manipulação genética e microbiológica (Neves et al., 2007). Sob sua rubrica, passou-se a vigiar e controlar a circulação de agentes patógenos, como vírus e bactérias, mas também a acelerada circulação de pessoas e produtos de origem animal e vegetal. Assim, o debate sobre a segurança nacional, a pesquisa em saúde e suas crises, mas também os alimentos transgênicos, os organismos geneticamente modificados (GMO - genectic modified organism) e organismos vivos modificados (LMO - living modified organism)1 e as novas tecnologias para agricultura e pecuária, incorporaram a semântica e a atuação da biossegurança nas práticas cotidianas (Bingham; Hinchliffe, 2008; Fidler; Gostin, 2008). O próprio desenvolvimento da medicina tropical responderia, sobremaneira, como um saber médico desenvolvido para a aclimatação do branco às terras quentes (Löwy, 2006).
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Segata, J., & Mastrangelo, A. (2020). As biosseguranças e suas antropologias. Horizontes Antropológicos, 26(57), 7–25. https://doi.org/10.1590/s0104-71832020000200001
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