Utilização do azul de metileno no tratamento da síndrome vasoplégica após cirurgia cardíaca

  • Andrade J
  • Batista Filho M
  • Évora P
  • et al.
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A, Barata Filho V V, Duprat R-Utilização do azul de metileno no tratamento da síndrome vasoplégica após cirurgia cardíaca. Rev Bras Cir Cardiovasc 1996;11 (2): 107-14. RESUMO: Relata-se a restauração da resistência vascular sistêmica com o uso do azul de metileno (AM) em pacientes submetidos a cirurgia cardíaca com e sem circulação extracorpórea. Todos os pacientes apresentaram no pós-operatório imediato quadro de taquicardia, oligúria, manutenção da perfusão periférica e importante hipotensão arterial sistêmica, refratária a grandes doses de catecolaminas. As avaliações hemodinâmicas pela técnica de termodiluição com cateter de Swan-Ganz monstraram padrão compatível com síndrome vasoplégica, com índice de resistência vascular sistêmica média de 868 di na. s. cm 5 , sem resposta a drogas vasoativas. À semelhança do choque endotóxico , a síndrome foi interpretada como decorrente da estimulação da enzima óxido nítricosintetase com conseqüente formação de óxido nítrico (NO) pelas células endoteliais. Utilizou-se então AM, como bloqueador do NO no sistema guanililciclase/guanino-monofosfatociclase, na dose de 1,5 mg/kg peso, em infusão intravenosa por uma hora. O restabelecimento do tônus vascular sistêmico (IRVS = 1693 dina. s. cm 5) com normalização da pressão arterial e do quadro clínico, foi efetivo e rápido, mostrando ser o AM uma promissora droga na diminuição da morbi-mortalidade da síndrome vasoplégica. DESCRITORES: Azul de metileno , uso terapêutico. Cirurgia cardíaca, efeitos adversos. Circulação extracorpórea, efeitos adversos. Complicações pós-operatórias, quimioterapia. Hipotensão, quimioterapia. Resistência vascular, efeito de drogas. INTRODUÇÃO do das complicações a ela associadas, como as alterações verificadas na circulação e hemostasia, bem como no equilíbrio ácido-básico e hidroeletro-lítico, mecanismos das trocas gasosas etc, propici-ando o aperfeiçoamento do conjunto coração-pul-mão artificial. A introdução da circulação extracorpórea (CEC) na cirurgi-a cardíaca permitindo intervenções intra-cardíacas sob visão direta resultou num rápido pro-gresso na especialidade , dando condições de cor-reção a uma série de cardiopatias até então sem possibilidades de terapêutica cirúrgica. A utilização rotineira de CEC estimulou o estu-Apesar da alta qualidade dos equipamentos e materiais hoje empregados na CEC, ainda são fre-qüentes, nos pacientes a ela submetidos, disfunções

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Andrade, J. C. S. de, Batista Filho, M. L., Évora, P. R. B., Tavares, J. R., Buffolo, Ê., Ribeiro, E. E., … Duprat, R. (1996). Utilização do azul de metileno no tratamento da síndrome vasoplégica após cirurgia cardíaca. Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, 11(2). https://doi.org/10.1590/s0102-76381996000200009

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