Abstract
PRINcíPIOS báSIcOS DE UlTRA-SONOGRAfIA As ondas sonoras são vibrações mecânicas que indu-zem refrações e compressões alternadas de qualquer meio físico que atravessam. As ondas sonoras são definidas por sua amplitude e suas frequências. A imagem clássica de ultra-sonografia geral ou ecogra-fia depende de ecos e baseia-se nos princípiosde reflexão, refração e dispersão de energia de ondas de ultra-som. O aparelho de ultrasom (US) gera uma onda eletrônica e os transdutores piezelétricos transformam a onda elétrica em uma onda mecânica. O US é utilizado nas frequêncais en-tre 01 MHz e 50MHz. A atenuação da onda ecografica é dependente da frequência de repetição dos picos e vales da onda. A frequência de insonação também controla a resolução axial da imagem ecográfica. Quanto maior a fre-quência, menor a distância entre os vales e picos da onda, sendo chamado de comprimento de onda, que determina a resolução axial da imagem. A direção axial baseia-se em um modelo de linhas para demonstrar a insonação do te-cido. A profundidade da penetração da onda de US no corpo está diretamente relacionado ao comprimento de onda – comprimento de onda curto possuem penetração menor nos tecidos comparados com ondas mais longas. O transdutor linear cria feixes em paralelo, que penetra no tecido perpendicularmente à pele e por esta razão são os de eleição em estruturas como veias e artérias. O transdutor setorial cria feixes que divergem, criando um setor angular, razão pela qual os transdutores lineares apresentam maior resolução axial. PUNÇÃO VENOSA GUIADO POR UlTRA-SOM Atualmente, são inseridos mais de 5 milhões de cate-teres venosos centrais nos Estados Unidos, associado com uma taxa de complicação ao redor de 15%. (12) As princi-pais complicações são punção arterial, pneumotórax, he-matoma e em uma grande parcela insucesso na inserção do cateter, chegando até 35%. Uma série de fatores rela-ciona-se com estas percentagens, entre elas a experiência do operador e os fatores anatômicos do paciente (obesi-dade mórbida, coagulopatia, urgência do procedimento, etc). Um dado interessante sobre a anatomia e posicio-namento da veia jugular interna em relação à artéria ca-rótida demonstra que 50% das vezes esta (veia jugular) posiciona-se anteriormente á artéria carótida (13-17)
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Flato, U. A. P., Petisco, G. M., & Santos, F. B. dos. (2009). Punção venosa guiada por ultra-som em unidade de terapia intensiva. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, 21(2), 190–196. https://doi.org/10.1590/s0103-507x2009000200012
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