Abstract
Introdução A N-acetil-5-metoxitriptamina, popularmente conhecida como melatonina (MEL), é um neuro-hormônio produzido pela glândula pineal -estrutura piriforme ímpar e mediana que repousa sobre o teto do mesencéfalo -durante o período noturno, a qual, para sintetizá-lo, emprega como substrato a serotonina, monoamina neutransmissora, e é fundamentalmente dependente da luminosidade do ambiente. Apesar de não ter se estabelecido os mecanismos exatos de ação, as funções da MEL já são conhecidas. O efeito cronobiótico, o principal deles, é a regulação do relógio endógeno em relação ao fotoperíodo ambiental. Assim, ela influencia os ritmos circadianos de sono-vigília e da temperatura corporal, o que se relaciona diretamente com o início e a manutenção do sono. Observa-se que os níveis de tal hormônio decaem com o aumento da idade, devido à redução da capacidade da pineal ou pela ação de outras substâncias, como medicamentos. (BOTAS, 2014). Com isso, indivíduos com redução na síntese ou na secreção da melatonina apresentam graves distúrbios do sono, seja por motivos fisiológicos, patológicos ou medicamentosos. Dessa forma, a suplementação de melatonina exógena vem surgindo como uma promissora alternativa utilizada, principalmente para os distúrbios do sono não demonstrando toxicidade ou vasta amplitude de efeitos colaterais, nem dependência, mesmo em doses elevadas, em detrimento dos efeitos adversos de fármacos hipnóticos atualmente prescritos para insônia, seja para o tratamento de pacientes jovens ou para o de idosos.
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Dantas, A. de A., & Vieira, R. B. (2019). SUPLEMENTAÇÃO DA MELATONINA COMO ALTERNATIVA TERAPÊUTICA PARA INSÔNIA. In Bases conceituais da saúde 4 (pp. 161–164). Antonella Carvalho de Oliveira. https://doi.org/10.22533/at.ed.35019150218
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