Abstract
Pastagens cultivadas, de maneira geral, entram em processo de declínio, associado à infestação de plantas daninhas, cujo manejo exitoso começa com o levantamento das espécies infestantes e sua biologia. Este trabalho teve como objetivo o estudo fitossociológico, nas estações chuvosa e seca, em duas pastagens cultivadas de Brachiaria (Urochloa) spp., com gado (AI) e sem gado (AII), em áreas de cerrado do Mato Grosso do Sul. Foi constatada a ocorrência de 104 espécies de plantas daninhas herbáceas e subarbustivas de Fanerógamas. As famílias de maior destaque, em número de espécies, foram Fabaceae (23 espécies), Poaceae (16) e Asteraceae (15). As hemicriptófitas predominam com 41% das espécies. As espécies com maiores valores de importância e cobertura relativa são B. decumbens e Sida rhombifolia, em AI, e B. brizantha e Desmodium incanum, em AII, além de Paspalum notatum, em ambas as pastagens. os valores de diversidade de Shannon foram 4,19 e 4,43 nats, para AI e AII, respectivamente, indicando considerável riqueza de espécies. O índice de dissimilaridade florística entre AI e AII, obtido a partir da Distância Euclidiana, é 0,7468, o que indica poucas espécies em comum (44%). Na estação seca, o número de espécies em AI caiu 10% e, em AII, aumentou 4%
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Guglieri-Caporal, A., Caporal, F. J. M., & Pott, A. (2010). FITOSSOCIOLOGIA DE PLANTAS DANINHAS DE PASTAGENS CULTIVADAS SOB DOIS NÍVEIS DE DEGRADAÇÃO EM CERRADO, NO MATO GROSSO DO SUL. Pesquisa Agropecuária Tropical, 40(3). https://doi.org/10.5216/pat.v40i3.6051
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