Introdução

  • Ribeiro M
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Abstract

A motivação pela qual alentou o desenvolvimento desta pesquisa surgiu à medida que, no processo ensino-aprendizagem pôde-se conhecer de forma teórica a preocupante influência dos estressores que acometem os enfermeiros na implementação da assistência aos pacientes de alta complexidade. A inquietação por essa temática emergiu também durante a realização de pesquisas em artigos que abordassem a temática no âmbito hospitalar, onde foram referidas a presença dos estressores nas atividades diárias dos enfermeiros. Cabe ressaltar que este tema é de extrema relevância devido à necessidade de difundir informações para a prevenção de riscos, redução dos fatores estressores que acometem aos enfermeiros que atuam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo estes relativos às atribuições que fazem parte do cotidiano profissional e do ambiente de trabalho. Assim, pode-se dizer que o estresse tem sido um problema atual por apresentar riscos à estabilidade do equilíbrio no ser humano, o que causa um aumento desproporcional no número de pessoas que se julgam estressadas por diferentes motivos. Essa diversidade de possíveis situações causadoras do estresse tem sido uma grande preocupação para a classe de trabalhadores da área da saúde. A palavra estresse foi utilizada pela primeira vez por Hans Selye em 1936, que o definiu como um conjunto de reações que um organismo desenvolve ao ser submetido a uma situação que exige um esforço de adaptação. 1 Diante do exposto, pode-se afirmar que a enfermagem está entre as profissões que podem ser consideradas estressantes por estar vinculada ao cuidado com pessoas que necessitam de assistência, mediante a uma situação de dor. A esse respeito a enfermagem, é considerada como estressante, por esta relacionada ao trabalho com pessoas doentes que requerem grande demanda de compaixão, sofrimento e simpatia. O enfermeiro, que vivencia esta situação em seu cotidiano, pode desenvolver irritabilidade, depressão, culpa e estes sentimentos são considerados estressores e podem influenciar negativamente no desenvolvimento profissional, o que poderá acarretar o aumento da ansiedade. 2 Assim, os enfermeiros que atuam na UTI desempenham um papel fundamental na recuperação dos pacientes que necessitam de cuidados intensivos permanentes, por ter um quadro de saúde instável, que pode agravar até a morte. Apesar de o enfermeiro estar envolvido na assistência de cuidados diretos ao paciente critico, em muitos momentos existe uma sobrecarga das atividades administrativas em relação às assistenciais, que estão ligadas de forma direta ao nível de habilidade e necessidade de respostas imediatas nos casos de emergências. Estas realidades vivenciadas pelos enfermeiros podem ocasionar o aumento da ansiedade, quando não obtido resultado satisfatório na realização das suas atribuições. Destaca-se como objeto de estudo o estresse ocupacional que acomete o enfermeiro de UTI. Para tal, traçou-se a seguinte questão norteadora: Quais são os possíveis fatores estressores que acometem o enfermeiro que atua na UTI? Esta pesquisa teve como objetivos: identificar as evidências e repercussões que acometem o enfermeiro que atua na UTI e propor estratégias para diminuição dos fatores estressores que acometem o enfermeiro que atua na UTI.

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Ribeiro, M. C. M. (2009). Introdução. In Globalização e novos atores: a paradiplomacia das cidades brasileiras (pp. 17–31). EDUFBA. https://doi.org/10.7476/9788523212018.0002

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