Abstract
A partir do conceito de Escrevivências, de Conceição Evaristo, e da perspectiva teórico-metodológica da Análise Institucional, o objetivo deste texto é discutir de que formas a violência de Estado, marcada por gênero e raça, atravessa a vida de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa (MSE) de internação, em uma unidade do Sistema Socioeducativo do Rio de Janeiro e o nosso trabalho com eles em rodas de conversa. Também temos como fonte de trabalho, processos judiciais que retratam o caminho jurídico desses jovens até a MSE. A violência é a forma de contato estabelecida com esta parcela da população que, apesar disso, insiste em resistir, tecendo sobrevivências, modulações à luta por direitos básicos e entremeando-se em escrevivências como esta. Enfim, costurando através das palavras formas (im)possíveis de viver em uma sociedade genocida.
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Uziel, A. P., Mello, I. L. S., Pacheco, G. M., & Costa, A. C. de P. (2023). “A gente combinamos de não morrer.” PLURAL - Revista de Psicologia UNESP Bauru, 1, e022004. https://doi.org/10.59099/prpub.2022.12
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