Abstract
Diferentemente de outras épocas, o imigrante na atualidade continua mantendo laços e relacionamentos estreitos e contínuos com seu país de origem, exercendo um protagonismo psicossocial e cultural em ambos os países. O presente artigo examina, particularmente, ressonâncias do transnacionalismo na subjetividade, tomando como objeto de análise uma música angolana que retrata sentimentos de estranhamento, sentidos por uma mulher, das condutas e atitudes do marido recém?retornado do Brasil. Na letra da música, a mulher se queixa de que o marido retornou bastante abrasileirado, expressando no relacionamento com ela hábitos e costumes que considera estranhos, inadequados e transgressores aos hábitos e à moralidade locais. É possível verificar, mediante essa música, o quanto o tema da emigração para o Brasil está presente no imaginário dos angolanos e como se sentem afetados pela transubjetividade dos seus conterrâneos que retornam e infiltram elementos estranhos e transgressores na mais recôndita intimidade da cultura, representada pela vida afetiva e sexual de um casal. Palavras?Chave:
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COSTA, F. T. B., & JUSTO, J. S. (2016). Imigração e relações de gênero: Subjetividades emergentes ou em recomposição? Revista Latino-Americana de Geografia e Genero, 7(2), 34–53. https://doi.org/10.5212/rlagg.v.7.i2.0003
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