Abstract
A principal finalidade da biofortificação é aumentar o valor nutritivo de alimentos básicos específicos. Alguns pesquisadores defendem que a biofortificação configura-se como uma importante estratégia ao combate a desnutrição e a fome oculta. Outros, no entanto, diferem a ela maciças críticas, apontam-na como uma técnica que não promove a nutrição humana e nem a segurança alimentar. Essas divergências a respeito do emprego da biotecnologia e o uso da engenharia genética na produção de alimentos é uma das principais polêmicas que vem sendo debatidas na contemporaneidade. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi elaborar uma revisão da literatura para discutir os aspectos positivos e negativos sobre a biofortificação de alimentos. Para o desenvolvimento das investigações, utilizou-se como metodologia pesquisas em bibliotecas digitais, com os descritores “biofortificação”, “nutrição”, “fome oculta”, “segurança alimentar”, obtendo como resultado 48 trabalhos, sendo lidos e analisados os seus respectivos resumos e introduções, selecionados para a discussão 27 produções científicas, publicados nos últimos 20 anos em língua portuguesa. Ao final da pesquisa, concluiu-se que a biofortificação de alimentos, apesar de possuir vários atributos positivos é uma estratégia complementar a outras intervenções já em vigor e que deve estar inserida em um contexto que contemple um sistema alimentar integrado, uma vez que a desnutrição, a fome oculta e a segurança alimentar e nutricional estão diretamente relacionadas às questões sociopolíticas e socioambientais.
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Costa, Z. L. C. de M., & Santos, S. C. L. (2022). Biofortificação de alimentos e sua relação com a segurança alimentar e nutricional: prós e contras. Research, Society and Development, 11(8), e59811831320. https://doi.org/10.33448/rsd-v11i8.31320
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