Abstract
Freqüentemente, os profissionais que atuam na atividade física deparam-se com um dos seguintes questionamentos: Qual a melhor atividade, caminhar ou correr? Quando devo parar de caminhar e começar a correr? Seria interessante alternar as duas formas de atividade? Se, por um lado, as perguntas podem ser facilmente respondidas para um indivíduo saudável e bem condicionado, para os demais permanecem dúvidas que devem ser esclarecidas. Enquanto andar e correr são mais eficientes em velocidades, respectivamente, abaixo de 6km.h-1 e acima de 8km.h-1, permanece indefinida qual a melhor forma de locomoção na faixa intermediária de velocidade, ou seja, na intensidade de esforço em que ocorre a transição entre a caminhada e a corrida. É nesse ponto que recaem dúvidas sobre os mecanismos fisiológicos que regulam a seleção da locomoção. Além disso, também permanecem sem explicações convincentes quais as implicações que os diferentes modos de locomoção podem exercer sobre as variáveis que caracterizam a intensidade de esforço. Dessa forma, este artigo objetiva revisar os estudos que abordam os mecanismos envolvidos na transição caminhada-corrida, apontando lacunas que possam ser objeto de pesquisas acerca dos mecanismos e implicações das respostas fisiológicas obtidas nessa faixa de esforço. O texto foi organizado com os seguintes tópicos: estudo da locomoção humana através de modelos matemáticos; protocolos utilizados nos estudos de transição caminhada-corrida; aspectos metabólicos do trabalho em esteira e no solo; características antropométricas e transição caminhada-corrida; demanda energética e transição caminhada-corrida; estabilidade locomotora e transição caminhada-corrida. Em todos, realizou-se um comentário de seus pontos positivos, controvérsias e limitações. Por fim, são apontadas algumas possibilidades que poderiam ser alvo de investigações futuras.Professionals who deal with physical activity are frequently confronted with one of the following questions: which is the best activity, walking or running? When should I stop walking and start running? Would it be interesting to alternate the two types of activity? Although these questions can be easily answered for a healthy and fit individual, some doubts remain and need to be clarified for other cases. While walking and running are more efficient in velocities below 6 km.h-1 and above 8 km.h-1, respectively, the best way of locomotion in the intermediate zone, that is, when effort intensity is increased in the transition from walking to running, is still unknown. At this point there are some doubts regarding the physiological mechanisms that regulate the locomotion selection. In addition, there is no clear explanation about the implications of the different types of locomotion on the variables that characterize exercise intensity. This article focus around the following topics: study of human locomotion through mathematical models; protocols used in walking-running transition studies; metabolic aspects of the work on a treadmill and on the ground; anthropometric characteristics and walking-running transition; energetic demand and walking-running transitions; motor stability and walking-running transition. In all of them, the positive aspects, as well as the controversies and limitations, were discussed. Finally, the authors point out to some possibilities for future investigations.
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Monteiro, W. D., & Araújo, C. G. S. de. (2001). Transição caminhada-corrida: considerações fisiológicas e perspectivas para estudos futuros. Revista Brasileira de Medicina Do Esporte, 7(6), 207–222. https://doi.org/10.1590/s1517-86922001000600004
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